Basta uma conversa de elevador com qualquer morador de Austin para perceber que os patinetes não são muito queridos por aqui. É que no início do mês passado, um jovem de 21 anos que se locomovia em um veículo da Lime, startup americana de mobilidade, morreu em acidente envolvendo um…Uber. O trauma na população ainda é grande e, não à toa, piorou com o início do SXSW.

Os patinetes são os meios de locomoção favoritos dos participantes do evento. Isso era até previsto, já que as atrações do SXSW são espalhadas pelo centro da cidade e é preciso agilidade para correr de um lado para o outro para não perder nenhuma palestra. Carro até poderia ser uma opção, mas não é nada prático, já que várias ruas estão fechadas, e usar as duas pernas parece que está, digamos assim, meio fora de moda. Imagina, então, em um evento que reúne o público mais “moderno e descolado” do mundo? O resultado é esse aqui:

Se os marinheiros de primeiro SXSW, como eu, achavam que o maior desafio de locomoção seria se localizar no Google Maps, é porque nem imaginavam que também encontrariam esses obstáculos de duas rodas no meio das calçadas – e na hora de atravessar as ruas, já que eles aparecem de todos os cantos.

Para efeitos de comparação, segundo o portal de dados oficiais de Austin, no mês de fevereiro inteiro foram registradas 310 mil viagens de patinetes pelo centro. Em março, em apenas 10 dias, já aconteceram mais de 263 mil. Ou seja, até o final do evento, para tristeza dos moradores de Austin, teremos um recorde pintando por aí.

Não dá para negar, porém, que eles estão quebrando um mega galho nessa maratona que é participar de um SXSW.

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